Que palavra complicada para algumas crianças, senão para a maioria delas! É muito difícil quando chega a hora de se confessar. Deveria ter outra motivação: "vamos conversar com o padre, tirar as nossas dúvidas, que com certeza vocês jovem e adolescentes têm muitas". Aí talvez aquele tremor, medo, angústia e calafrios não existiriam. Seria uma conversa de amigo para amigo, mas sempre lembrando que o padre é aquela pessoa que nos ouve e nos ajuda quanto as nossas dúvidas; a nos orientar na descoberta e seguimento do Senhor, não apenas dizendo o que é certo ou errado.
Este ano começamos a refletir sobre esta palavra "confissão" e de como aproximar as crianças do sacramento da Reconciliação. Confissão era um "palavrão" por demais pesado para nossos pequenos. Então tivemos a ideia de enciminhar este momento sob outra motivação. Para começar não defini-lo como "hora de falar dos pecados", mas entendê-lo como diálogo, no qual olhamos para nossa vida com os olhos de um Deus misericordioso, e, arrependidos, nos propormos a melhorarmos, com sua graça. Evidente se deve deixar bem claro pra eles sobre suas atitudes; da necessidade de se ter senso do bem e do mal, porém sempre primando pela educação da cosnciência.
Enfim, explicar tudo a eles (catequizandos), com muita clareza e, quando for a hora de falar com o padre, estivessem tranquilos e pudessem ter uma boa e amistosa conversa, sem receios de se abrirem e tirar todas as suas dúvidas. Que fosse algo bem normal, sem aqueles medos todos, pois na verdade é momento de encontro e retomada das coisas boas pretendidas. Pensando assim, propomos ao Padre Edmilson e este aceitou de bom grado, falar com nossos pequenos. Estabelecer "um papo cabeça" com eles, de maneira estarem bem à vontade, começando por assuntos do dia-a-dia: futebol, coisas ordinários... Assim, dialogar sobre a vida de fé brotaria com a mesma naturalidade, pois não somos feitos em repartições. Somos um todo e Deus nos envolve em todos os aspectos e para Ele nada em nós é banal. Ele se interessa por cada detalhe de nossa vida, pois é Pai presente e cuidadoso.
Dirce e Irº Adelmo